Com casas de shows paulistanas lotadas, festival celebra a música underground durante cinco dias consecutivos
Com casas de shows paulistanas lotadas, festival celebra a música underground durante cinco dias consecutivos

Vinte e duas apresentações espalhadas por dez casas de show paulistanas em cinco dias: o São Paulo Independent Music (SPIM) encerrou sua primeira edição com shows intimistas e lotados, demonstrando que a cena independente está mais forte do que nunca.
Os eventos aconteceram nas casas Algo Hits, Bar Alto, Casa Natura, Casa Rockambole, Cine Joia, Fenda 315, FFFront, Hangar 110, La Iglesia e Porta. Escalados no lineup, Molho Negro, Swave, Ottopapi, Julieta Social, Garage Fuzz, Deb and the mentals, Jonabug, Chão de Taco, Ludovic, Jovens Ateus, Ana Paia, boasorte, Sugar Kane, Menores Atos, Boogarins, Pelados, Esse Lado Pra Cima, glover., Camarones Orquestra Guitarrística, Zepelim e o Sopro do Cão, Chococorn and the Sugarcanes, Metade de Mim, Budang e Bad Luv. Ufa!
Os shows em si não são inéditos na cidade, aliás, a maioria acontece com bastante frequência. O que muda é a compilação e organização dentro de uma estrutura de festival, inclusive com patrocínio, o que fortalece e incentiva o olhar mais cuidadoso para a cena independente nacional.
A criação de uma narrativa que unifica os eventos, a divulgação integrada na imprensa e nas mídias sociais, além da venda de um ingresso-passaporte, são alguns dos fatores que incentivam a circulação do público, que se sente parte de algo maior, único e especial.
Inspiradas em modelos internacionais, as conferências abordaram temas relacionados ao cenário da indústria musical, como a produção musical em si e os bastidores dos eventos, dos selos e da mídia. As conversas – nem sempre animadoras – reuniram desde curiosos até profissionais do setor em busca de trocas e reflexões sobre um setor atravessado por precarização e desafios de sustentabilidade financeira.
Como aprendizados para possíveis edições futuras, talvez os painéis precisem de mais tempo para tratar os assuntos com maior profundidade e dar conta de atender às (muitas) perguntas da plateia. Além disso, a escalação de artistas menos óbvios para os shows pode parecer um desafio no começo, mas, com a consolidação do festival, um público fiel, que confia na curadoria, pode passar a frequentá-lo independentemente do artista que esteja no palco.
“A primeira edição serve exatamente para entender o que funciona, qual o tamanho ideal do evento e o que podemos abraçar nas próximas fases. Já estou cheio de ideias para o ano que vem que não couberam nesta edição, mas precisei ter calma e focar em entregar a primeira”, disse Edimar Filho, idealizador do festival, ao Rota Indie em uma conversa anterior ao festival.
© 2026 Todos os direitos reservados