Previsto para o segundo semestre, segundo disco do cantor sucede ‘veio sem maionese’ e ‘sementes’
Previsto para o segundo semestre, segundo disco do cantor sucede ‘veio sem maionese’ e ‘sementes’

Em um ano marcado por lançamentos, Pedro Lanches mostra que ainda tem muito trabalho pela frente. O cantor mato-grossense lançou o EP Sementes em março e já engatou no próximo projeto, um álbum que deve chegar nos próximos meses.
“Nesse momento estou terminando um disco novo que sai ainda nesse ano. São muitos lançamentos, um EP que saiu no começo do ano e um disco agora no final. Todas as músicas são inéditas, vão ter participações legais e bem interessantes. Singles vêm aí logo menos”, disse ao Rota Indie.
O processo de produção das faixas foi baseado nas apresentações ao vivo e deve trazer algumas novidades sonoras. “É uma mescla boa de tudo que já fizemos, mas também com elementos novos. Vai ser um pouco mais cru, com mais banda e menos lo-fi”, explicou.
Os trabalhos anteriores trouxeram colaborações com YMA, Ciça Moreira, Gustavo Bertoni, Funérea e bia balugani. Com isso em mente, ele contou quem ainda está na lista de desejos: “O sonho da minha vida é gravar com o Djavan ou com o Di Ferrero. São os meus dois favoritos.”
Além das estreias em 2026, Pedro também dividiu palco com a estadunidense Balance and Composure em maio. “O convite veio da NDP, foi um meio-campo com a Bia [Vaccari] e foi superlegal. Acabei trocando a maior ideia com a banda, são muito gente boa. Desde quando eu não morava em São Paulo, o Cine Joia sempre foi um palco que eu queria muito tocar, então foi uma noite bem legal”, contou o artista.
Do Mato Grosso do Sul, ele chegou à capital paulista em 2022 e, apesar da saudade de casa, a mudança foi fundamental para sua trajetória artística. “A mudança foi uma decisão que eu tomei para ser mais livre para fazer o som que eu gosto e que acho mais verdadeiro, que as pessoas vão curtir. Aqui também consigo tocar com mais frequência e ter uma carreira.”
Com uma mistura de emo e indie, gêneros que podem parecer opostos em uma primeira análise, ele alterna entre momentos marcados pela estética lo-fi e guitarras mais pesadas. “A mescla de informações de tudo o que ouvimos e consumimos conforme a nossa vida passa tem que ser algo muito natural. Tem que soar interessante para quem ouve e bonito também para quem faz. Acho que é meio por aí”, descreveu.
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