Festival Bananada apresenta lineup com atrações de todas as regiões do Brasil; conheça

Edição de 2026 une nomes que vão do brega funk ao indie rock e passeia por diversas partes do país

O Festival Bananada de 2026 conta uma line-up robusta e atrações que passeiam por todas as regiões do Brasil. Cada uma delas está representada por pelo menos um nome, atendendo a pelo menos uma parte da pluralidade de estilos musicais existentes no país. O evento ocorre em Goiânia, de 18 a 23 de agosto, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, com múltiplos palcos. 

Criado em 1999, o Bananada é um dos principais festivais de música do Brasil e retorna após um breve hiato, que começou em 2019. A curadoria passeia em nomes do rock, brega funk, eletrônico, indie, MPB, ritmos afro-brasileiros e muito mais. Ao todo, são mais de 100 nomes, com destaque para os headliners: Gaby Amarantos, Arnaldo Antunes e Baianasystem.

Além dos artistas principais, o festival também conta com atrações que podem conquistar aqueles que optarem por comparecer ao show, mesmo sem conhecê-las. Confira algumas delas abaixo:

Boogarins

O quarteto formado por Dinho Almeida, Benke Ferraz, Raphael Vaz (Fefel) e Ynaiã Benthroldo se formou em 2012, em Goiânia (GO), e é conhecido por produzir músicas de rock psicodélico alá Tame Impala, mas com muito mais personalidade. Já tocaram em festivais gigantes, tanto nacionais quanto ao redor do mundo: Lollapalooza Brasil, Coachella, Rock In Rio e Primavera Sound Barcelona. 

Apesar de terem lançado Bacuri em 2024, no Bananada tocarão o aclamado Clube da Esquina.

Tulipa Ruiz

Natural de Santos (SP), Tulipa Ruiz é um dos maiores nomes da música brasileira contemporânea. Seu disco, Dancê (2015), conquistou o Grammy Latino de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, mas o álbum Efêmera (2010) é o mais aclamado pelo público, com composições famosas como “Só Sei Dançar com Você.” A artista já participou do Tiny Desk Brasil e também se apresentou em festivais diversos, como Coala e Kalorama, em Lisboa. 

Em 2024, lançou o disco experimental TRAGO, em colaboração com Alexandre Orion, Gustavo Ruiz e Rica Amabis.

eliminadorzinho

Fundada em 2010 por um trio de amigos, a banda paulistana passa pelo Bananada com a “eternatour”, uma turnê que está rodando o Brasil em homenagem ao seu novo disco, lançado no final de 2025: eternamente,. O grupo, formado por Gabri Eliott, João Haddad e Tiago Schützer, passeia por ritmos que vão do indie rock ao shoegaze e também faz referências a bandas de rock dos anos 90, como Pavement. As músicas são intensas, barulhentas e tiram qualquer um do chão. 

Jadsa

Um dos grandes nomes da nova MPB, a artista nasceu em Salvador (BA) e é dona de dois projetos musicais: seu trabalho solo e o TAXIDERMIA, com João Milliet Menezes. Dentre todos os lançamentos de sua carreira, o mais aclamado pelo público foi o disco big buraco (2025), que rompeu a bolha e conquistou diversos novos fãs, rendendo até uma indicação para o Grammy Latino. Jadsa iniciou sua carreira em 2015 e mistura samba, reggae, indie e MPB, criando faixas experimentais. 

Julia Mestre

A cantora carioca cria faixas que misturam pop e MPB, com referências que remetem à Rita Lee. Em sua carreira solo, tem três álbuns de estúdio e atualmente apresenta majoritariamente as faixas de seu último disco, MARAVILHOSAMENTE BEM (2025) que, apesar de ser contemporâneo, tem uma pegada dos anos 1980. Julia Mestre também já participou de turnês internacionais, além de ter vencido o Grammy Latino com a banda Bala Desejo – da qual fazia parte – na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. 

Giovani Cidreira

Dono de uma trajetória que começou nas periferias de Salvador (BA), ele mistura ritmos que vão do MPB ao experimentalismo. Giovani Cidreira iniciou a sua carreira solo em 2014 e lançou seu primeiro disco de estúdio, Japanese Food (2017). O álbum tem uma pegada intimista com base em violão e possui sucessos aclamados, como a faixa Última Vida Submarina. 

Em 2024, o artista lançou seu terceiro álbum de estúdio, intitulado Carnaval eu chego lá, que mistura pop e ritmos afro-brasileiros, criando uma atmosfera dançante para quem o escuta. Ele já fez turnês internacionais e participou do Tiny Desk Brasil.

Jovens Ateus

Não há como definir a banda sem usar a palavra melancolia, que parece estar no DNA das composições do grupo. Influenciados por nomes como New Order e Beach Fossils, a banda nasceu em Maringá (PR), em 2020, e cria composições diretamente influenciadas pelo post-punk dos anos 80. Guto Becchi, Fernando Vallim, João Manoel, Bruno Deffune e Antônio Bresolin são a formação atual do grupo, que já conta com o disco Vol. 1.

PLUMA

Formada em 2020, em São Paulo (SP), a banda mistura R&B, neo soul, jazz e indie, criando um som intimista e sofisticado, com referências vão de Rita Lee a Arlo Parks. O grupo é composto pelos amigos de faculdade Guilherme Cunha, Dizzy Vargas, Marina Reis e Lucas Teixeira e já realizou passagens por festivais como Primavera Sound e Lollapalooza Brasil. Atualmente, estão realizando shows de encerramento da era do disco Não Leve a Mal. Será que no Bananada ouviremos algo diferente?

jonabug

Representando o shoegaze unido com elementos do grunge, a banda de Marília (SP) foi formada em 2022, por Marília Jonas, Dennis Fellipe e Samuel Berrardo. Atualmente, Thales Leite também faz parte do grupo e, juntos, eles já criaram músicas que se inspiram em artistas como Sonic Youth e The Smashing Pumpkings. Apesar de recente, a banda já esteve presente em festivais importantes, como o Lollapalooza Brasil, onde apresentaram o disco Três Tigres Tristes, que mistura composições em inglês e português.

Supervão

Representando o indie rock gaúcho, a banda Supervão nasceu em 2016, em São Leopoldo (RS). Formado por Mario Arruda, Leonardo Serafini, Olimpio Machado e Rafaela Both, o grupo conquistou uma legião de fãs ao transformar melancolia em canções de guitarras reverberadas e melodias cativantes, influenciados pelo pós-punk. Em 2026, lançaram a versão Deluxe do disco Amores e Vícios da Geração Nostalgia (2024), com faixas inéditas.

Chococorn and The Sugarcanes

Fundada em 2021, em Santa Bárbara D’Oeste (SP), a banda é uma das maiores representantes do midwest emo, ou emo caipira, do Brasil. O grupo, que é formado por  Alexandre Luz, Pipe Bacchin, Pedro Guerreiro e Pietro Sartori, atualmente se aventura  na turnê de seu segundo disco, Todos os Cães Merecem o Céu (2026), que se inspira em bandas do gênero, como Lupe de Lupe e American Football.

Vera Fischer Era Clubber

A banda é a nova sensação do underground carioca, graças às suas performances marcadas por beats eletrizantes, sintetizadores nostálgicos, sarcasmo e uma alta dose de irreverência. Formado por Crystal, Malu, Pek0 e Vickluz, o grupo é conhecido por sua autenticidade inegável que mistura humor com ritmos dançantes. Em 2025, lançaram o disco VERAS I, que possui influências post-punk e eletro-punk unidos ao techno e pop.

Cidade Dormitório

Psicodelia e rock: a junção desses gêneros define a sonoridade da banda, ativa desde 2015. Formada por Yves Deluc, Fabio Aricawa, João Mário e Lucas Rocha, eles são amigos de faculdade de Aracaju, no Sergipe, e produziram hits como a faixa “Agora Meu Coração é Um Lixeiro Azul Vazio Escroto”. Atualmente, estão em turnê para divulgar o disco transcendental Cinema Bélico (2026), que foi apresentado no Lollapalooza deste ano. 

Ottopapi

Criado pelo paulistano Otto Dardenne, o projeto une o artista com os músicos Bianca Godói, Thales Castanheira, Vitor Wutzki, Danileira, Gael Sonkin, e Yann Dardenne. Em 2026, a banda lançou o disco Bala de Banana, que possui referências diretas a grupos como The Strokes e Fontaines D.C, carregando um indie rock energético e dançante que não deixa ninguém parado.

Tuyo

A mescla dos gêneros pop, house, synthpop e afropop é a base da sonoridade da Tuyo, banda formada em 2016, em Curitiba (PR), por Lilian Soares, Layana Soares e Jean Machado. O trio se conheceu na igreja evangélica batista e, juntos, criam músicas sensíveis e com vocais delicados, que renderam participações em festivais internacionais, como o Primavera Sound. Em 2024, lançaram o disco Paisagem, que tenta se libertar de amarras da indústria e focar em detalhes que muitas vezes passam despercebidos pelo público, tanto nos temas quanto nos instrumentais

Móveis Coloniais de Acaju

Precursora da cena alternativa brasileira, a banda foi criada no início dos anos 2000, em Brasília (DF), com a proposta de realizar apresentações ao vivo que transmitissem a energia vibrante das guitarras e para a plateia. Combinando sonoridades que vão do rock ao reagge, a nova turnê reúne canções dos três discos da banda e celebra suas duas décadas de trajetória, que passeia por temas filosóficos, explorados de maneira alegre.

Aquino

Em 2020, no Rio de Janeiro, João Vazquez, João Soto e Leandro Bessa fundaram a banda Aquino (ex-Aquino e a Orquestra Invisível). O grupo conta com músicas solares que misturam indie, pop, synth wave e brasilidades, criando uma sonoridade leve e agradável para quem escuta. Eles lançaram dois álbuns de estúdio, o último em 2024: Nada Fica Muito Exposto ao Sol, que une referências como Gilberto Gil e Talking Heads.

Soprü

Criado em 2018, em Palmas (TO), o projeto une melodias animadas e experimentais que misturam diversos instrumentos, criando uma atmosfera transcendental marcada por sintetizadores e ritmos de flauta. Recentemente, lançaram um novo single: “Douraddo”, primeira faixa do novo álbum do grupo, que deverá ser lançado ainda em 2026. Segundo os membros da banda, Samuel Carvalho, Iury Grooveman, Caio Paiva, Lucas de Jesus e Wellis Carvalho, eles buscam unir temas universais com referências locais no novo trabalho.

Mateus Fazeno Rock

Com melodias combinadas de rock, funk, rap, punk e vários outros gêneros musicais, o artista cria o rock de favela, que denuncia as dificuldades enfrentadas por moradores de comunidades no Brasil, principalmente em Fortaleza (CE), onde nasceu. Cada música é uma experiência e uma reflexão, que fica muito mais elétrica no ao vivo, com os vocais tensos. Lá Na Zárea Todos Querem Viver Bem (2025) é o mais novo trabalho de Mateus, que entrou para o mundo da música em 2025.

Bebé

A paulistana trabalha com sonoridades que mesclam o indie, jazz e R&B e MPB com referências que vão de Esperanza Spalding a Milton Nascimento e Lô Borges. Em 2026, lançou seu terceiro disco, Dissolução, um projeto intimista e multifacetado que rendeu sucessos como a faixa O Ano do Cavalo. Bebé iniciou sua carreira solo em 2016 e já esteve presente no Coala Festival e no Primavera da Cidade.

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