Mães Católicas: banda emocore lança seu segundo álbum

Projeto mescla punk rock com marchinhas de Carnaval e muita euforia

Já estamos cansados de saber que o indie rock não se limita à cidade de São Paulo. As bandas do interior do estado vêm demonstrando, cada vez mais, que não seguem apenas os estilos populares e ousam produzir músicas que fogem do convencional da região. Isso incentiva a diversidade cultural do estado e promove a identificação do público local. 

É o caso da Mães Católicas, banda emo caipira  – inspirada no midwest emo norte-americano – formada por Matheus Koji (guitarra e vocais), Otavio Vassão (guitarra e vocais), Matheus Telini (baixo e vocais) e Vitor Barbosa (bateria e vocais). Um dos diferenciais do grupo é a participação de todos os membros nos vocais, misturando a singularidade de cada um em suas composições. 

O grupo foi formado em 2021, em Taubaté, e é dono de sucessos como À Jato e O Homem-Aranha de Taubaté. Eles lançam o seu segundo álbum de estúdio no dia 11 de maio, com 16 faixas e produção da Vintesete Records. 

Em seus 32 minutos de duração, o disco Tem Alguma Coisa Acontecendo mescla ska punk, hardcore e rock com marchinhas carnavalescas, criando uma euforia transcrita em letras com temas modernos. Elas são composições rápidas que falam de amor, excesso de comunicação e tecnologias, além do próprio cotidiano. Os títulos das faixas também são divertidos: vão de Barão Geraldo e Máquina de Kitnet a Eu Só Queria Desbaratinar

O quarteto conta que as principais referências para o disco são extremamente variadas, com influências que vão de Operation Ivy, banda punk norte-americana, a  Estrambelhados, grupo de marchinha de São Luís do Paraitinga, popular no Vale do Paraíba. A mistura de gêneros tão distintos contribui para a criação de um disco caótico e espontâneo que pode alegrar qualquer ouvinte.

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